Marketing digital faz relação “patrão-empregado” entrar em queda livre

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O avanço tecnológico é uma “faca de dois gumes”.  Se por um lado facilita, e muito, nossa vida, por outro acaba com funções e até profissões, fazendo com que ou o profissional se adapte à nova realidade ou procure outra coisa pra fazer.

Isso não é fenômeno de agora. Acontece desde que o “mundo é mundo”. Para não voltarmos muito longe na história, vamos para o final do século XVIII início do século XIX, com a “Revolução Industrial”. Quantas inovações aconteceram, principalmente com a criação das fábricas que acelerou e padronizou o processo de produção.

Vamos fazer mais um recorte na história. Dar um grande salto para o começo da década de 90 em que estourou a era da informática. Muitos serviços foram automatizados e profissionais tiveram que se adaptar. Houve produtos que ficaram completamente obsoletos, como listas telefônicas e as famosas enciclopédias. Profissões acabaram. O datilógrafo, por exemplo.

Processo constante

E este processo de evolução é constante e inevitável. Neste momento da nossa humanidade vivemos outra revolução. Nem pode ser chamada mais de cibernética, pois essa também já aconteceu (ou não ficamos dependentes da internet para fazer praticamente tudo?).

É uma revolução voltada mais explícita ao modelo de trabalho. A automatização continua a todo favor. Uma pessoa com o celular consegue, por meio de mensagens, pedir comida, chamar o Uber, conversar cara a cara com amigos e familiares, escolher o que e quando vai assistir a série favorita e… Trabalhar! Tudo sem sair de casa.

Mercado em crescimento

Mesmo com a crise econômica que aflige o país, um mercado que vai na contramão e não para de crescer é o marketing digital. Somente no ano passado, este mercado movimentou nada menos do que 14,8 milhões de reais e registrou um crescimento de 25,4%

Muito desse montante se deve ao crescimento do trabalho de info-produtores, profissionais que criam produtos para serem vendidos na internet, e afiliados, pessoa que se associa a um determinado produto e traça estratégias de divulgação, explicitas ou não, para vendê-lo.

Com o advento e crescimento de plataformas como Hotmart, Monetizze e Eduzz, que fazem a ponte entre info-produtores e afiliados, está em curso uma verdadeira revolução no comercio online. Muita gente que se tornou afiliado para ter uma renda extra, hoje vive somente disso hoje (com faturamento de 15 a 30 mil reais mensais) e ainda ensina outros a traçarem o mesmo caminho.

A percepção das grandes lojas

As grandes lojas do varejo perceberam que essa é uma tendência, um caminho sem volta. Para não ficar atrás e aproveitar essa nova relação de trabalho, também criaram programa de afiliados. Grandes corporações como Magazine Luíza, Lojas Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio já possuem programas de afiliados. Até grandes empresas de comércio online como a Submarino e a Amazon também entraram nessa.

Se formos alisar isso já pode sugerir que a profissão de vendedor físico, aquele que nos aborda assim que a gente coloca o primeiro pé na loja, tende a diminuir. Vou além. Tende até a desaparecer.

Pense comigo: o quanto que essas lojas físicas gastam com pessoal. Além de todo departamento de Recursos Humanos, há todos os encargos trabalhistas que a empresa é obrigada a pagar e que hoje sufoca o empregador. Para cada gasto com empregado a empresa gasta “outro” só com encargos. E os dois lados ficam insatisfeitos. O empregado por receber pouco e o empregador por pagar muito.

Por isso, e aqui não é uma questão de ideologia ou preferência política, é impossível não acontecer uma transformação na relação entre patrão e empregado, ou comprador e vendedor de serviços. E a reforma trabalhista aprovada no Congresso Nacional este ano foi um grande sinal disso.

Fim do patrão e empregado

Com 13 milhões de desempregados, a forma tradicional de empregabilidade está em falência múltipla. É o efeito que aconteceu em várias fases da humanidade.

Hoje o sujeito pode trabalhar em casa, economizando combustível, não enfrentando um trânsito caótico ou o estresse do transporte público, fazer o seu horário, não ter uma rotina maçante nem um chefe “mala”.

Porém, da mesma forma que este indivíduo está independente no tocante ao trabalho, lugar, horário, etc, é ele que vai ter que se virar em fazer um plano de aposentadoria e recursos médicos. Mas a relação patrão-empregado tende a cada vez mais diminuir.

Profissões que tendem a acabar.

Já destacamos aqui a profissão do vendedor físico de uma loja. Eu, particularmente, vou mais além. Muitas lojas físicas devem fechar as portas, cortar os gastos com energia elétrica, aluguel e etc, e migrar totalmente para internet.

A área da comunicação é outra que está em uma grande metamorfose. Redações de jornais, revistas e qualquer outro veículo estão cada vez mais enxutas, assim como agências de publicidade. Hoje dá até pra você ter um veículo de comunicação ou uma agência sem contratar ninguém, fazendo tudo de casa.

E você só pensa que são as áreas da comunicação e vendas que estão sofrendo esse processo. Nesta reportagem da revista “Exame” há análises de estudiosos que apontam que até 2030 dezenas de profissões nas mais diversas áreas vão “virar fumaça”.

E você, o que pretende fazer em relação ao seu presente e futuro profissional?

Por Bruno Pazzini

1 comentário em “Marketing digital faz relação “patrão-empregado” entrar em queda livre”

  1. Argumentos importantes, reais e de fácil percepção quanto ao avanço da tecnologia, além da eliminação de processos intermediários. Haveremos de ver em pouco tempo, mistura de línguas e também trabalho sem patrias, ou seja , sem vínculos empregatícios e custos de recursos humanos.

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